Jó 31:1-39

Nova Versão Internacional

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1 Fiz aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?

2 Que porção teria eu do Deus lá de cima, ou que herança do TodoPoderoso desde as alturas?

3 Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre para os que praticam iniqüidade?

4 Ou não vê ele os meus caminhos, e não conta todos os meus passos?

5 Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano

6 (Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade),

7 Se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer coisa,

8 Então semeie eu e outro coma, e seja a minha descendência arrancada até à raiz.

9 Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu armei traições à porta do meu próximo,

10 Então moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela,

11 Porque é uma infâmia, e é delito pertencente aos juízes.

12 Porque é fogo que consome até à perdição, e desarraigaria toda a minha renda.

13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo;

14 Então que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo a causa, que lhe responderia?

15 Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou não nos formou do mesmo modo na madre?

16 Se retive o que os pobres desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viúva,

17 Ou se, sozinho comi o meu bocado, e o órfão não comeu dele

18 (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e fui o guia da viúva desde o ventre de minha mãe),

19 Se alguém vi perecer por falta de roupa, e ao necessitado por não ter coberta,

20 Se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com as peles dos meus cordeiros,

21 Se eu levantei a minha mão contra o órfão, porquanto na porta via a minha ajuda,

22 Então caia do ombro a minha espádua, e separe-se o meu braço do osso.

23 Porque o castigo de Deus era para mim um assombro, e eu não podia suportar a sua grandeza.

24 Se no ouro pus a minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;

25 Se me alegrei de que era muita a minha riqueza, e de que a minha mão tinha alcançado muito;

26 Se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa,

27 E o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão,

28 Também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria a Deus que está lá em cima.

29 Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio, e se exultei quando o mal o atingiu

30 (Também não deixei pecar a minha boca, desejando a sua morte com maldição);

31 Se a gente da minha tenda não disse: Ah! quem nos dará da sua carne? Nunca nos fartaríamos dela.

32 O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante.

33 Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio;

34 Porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, e eu me calei, e não saí da porta;

35 Ah! quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu desejo é que o Todo-Poderoso me responda, e que o meu adversário escreva um livro.

36 Por certo que o levaria sobre o meu ombro, sobre mim o ataria por coroa.

37 O número dos meus passos lhe mostraria; como príncipe me chegaria a ele.

38 Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem,

39 Se comi os seus frutos sem dinheiro, e sufoquei a alma dos seus donos,

1 "Fiz acordo com os meus olhos de não olhar com cobiça para as moças.

2 Pois qual é a porção que o homem recebe de Deus, lá de cima? Qual a sua herança do Todo-poderoso, que habita nas alturas?

3 Não é ruína para os ímpios, desgraça para os que fazem o mal?

4 Não vê ele os meus caminhos, e não considera cada um de meus passos?

5 "Se me conduzi com falsidade, ou se meus pés se apressaram a enganar,

6 Deus me pese em balança justa, e saberá que não tenho culpa;

7 se meus passos desviaram-se do caminho, se o meu coração foi conduzido por meus olhos, ou se minhas mãos foram contaminadas,

8 que outros comam o que semeei, e que as minhas plantações sejam arrancadas pelas raízes.

9 "Se o meu coração foi seduzido por mulher, ou se fiquei à espreita junto à porta do meu próximo,

10 que a minha esposa moa cereal de outro homem, e que outros durmam com ela.

11 Pois fazê-lo seria vergonhoso, crime merecedor de julgamento.

12 Isso é um fogo que consome até a Destruição; teria extirpado a minha colheita.

13 "Se neguei justiça aos meus servos e servas, quando reclamaram contra mim,

14 que farei quando Deus me confrontar? Que responderei quando chamado a prestar contas?

15 Aquele que me fez no ventre materno não fez também a eles? Não foi ele quem formou a mim e a eles No interior de nossas mães?

16 "Se não atendi aos desejos do pobre, ou se fatiguei os olhos da viúva,

17 se comi meu pão sozinho, sem compartilhá-lo com o órfão,

18 sendo que desde a minha juventude o criei como se fosse seu pai, e desde o nascimento guiei a viúva;

19 se vi alguém morrendo por falta de roupa, ou um necessitado sem cobertor,

20 e o seu coração não me abençoou porque o aqueci com a lã de minhas ovelhas,

21 se levantei a mão contra o órfão, ciente da minha influência no tribunal,

22 que o meu braço descaia do ombro, e se quebre nas juntas.

23 Pois eu tinha medo que Deus me destruísse, e, temendo o seu esplendor, não podia fazer tais coisas.

24 "Se pus no ouro a minha confiança e disse ao ouro puro: Você é a minha garantia,

25 se me regozijei por ter grande riqueza, pela fortuna que as minhas mãos obtiveram,

26 se contemplei o sol em seu fulgor e a lua a mover-se esplêndida,

27 e em segredo o meu coração foi seduzido e a minha mão lhes ofereceu beijos de veneração,

28 esses também seriam pecados merecedores de condenação, pois eu teria sido infiel a Deus, que está nas alturas.

29 "Se a desgraça do meu inimigo me alegrou, ou se os problemas que teve me deram prazer;

30 eu, que nunca deixei minha boca pecar, lançando maldição sobre ele;

31 se os que moram em minha casa nunca tivessem dito: ‘Quem não recebeu de Jó um pedaço de carne? ’,

32 sendo que nenhum estrangeiro teve que passar a noite na rua, pois a minha porta sempre esteve aberta para o viajante;

33 se escondi o meu pecado, como outros fazem, acobertando no coração a minha culpa,

34 com tanto medo da multidão e do desprezo dos familiares que me calei e não saí de casa...

35 ( "Ah, se alguém me ouvisse! Agora assino a minha defesa. Que o Todo-poderoso me responda; que o meu acusador faça a acusação por escrito.

36 Eu bem que a levaria nos ombros e a usaria como coroa.

37 Eu lhe falaria sobre todos os meus passos; como um príncipe eu me aproximaria dele. )

38 "Se a minha terra se queixar de mim e todos os seus sulcos chorarem,

39 se consumi os seus produtos sem nada pagar, ou se causei desânimo aos seus ocupantes,

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1 “Estabeleci um pacto com meus olhos de não atentar com cobiça por donzela alguma.

2 Porquanto que porção eu teria de Deus, lá dos céus, e que herança do Todo-Poderoso, lá das alturas?

3 Ora, não está destinada a ruína para os perversos, e o desastre para os que praticam o mal?

4 Não observa Deus todos os meus caminhos e não avalia cada um de meus passos?

5 Se tenho agido com alguma falsidade, e se os meus pés têm se apressado a enganar,

6 Deus me pese em balanças fiéis e bem equilibradas e concluirá que nada devo.

7 Se tenho desviado os meus passos do caminho, e se o meu coração tem seguido os meus olhos, e se as minhas mãos estão manchadas de culpa;

8 então que outros comam o que semeei, e que minhas plantações sejam arrancadas pelas raízes.

9 Se o meu coração se deixou apaixonar por outra mulher, ou se fiquei à espreita na porta do meu próximo,

10 então que minha esposa seja obrigada a moer cereal para outro homem, e outros ainda se deitem com ela.

11 Pois proceder assim seria um crime hediondo; sim, em verdade, seria uma maldade a ser punida pelos juízes;

12 porquanto seria fogo que consome até o Abadom, a destruição infernal, e consumiria toda a minha colheita.

13 Se desprezei o direito e a justiça do meu servo ou da minha serva, quando eles defenderam sua causa para comigo,

14 então que faria eu quando Deus me confrontasse? Que lhe diria quando chamado a prestar contas?

15 Aquele que me teceu no ventre materno de igual modo não criou os meus servos? Não foi o mesmo Deus que formou a mim e a eles, no útero de nossas mães?

16 Se não consegui atender os desejos dos pobres, ou se fiz desfalecer os olhos da viúva que aguardava minha ajuda;

17 ou se tenho saboreado sozinho o meu alimento, mas ao órfão não permiti que compartilhasse dele,

18 considerando que desde a minha juventude o criei como se fosse seu pai, e desde o meu nascimento tenho protegido a viúva;

19 se vi alguém morrer por falta de roupa ou agasalho, ou o necessitado sem cobertor,

20 e o seu coração não me abençoou porque o aqueci com a lã de minhas ovelhas,

21 se ergui a mão contra o órfão, valendo-me da influência que exerço no tribunal;

22 então que o meu braço se rasgue do ombro, e se rompa da articulação.

23 Porquanto grande era meu medo que Deus viesse a destruir-me, e temendo o esplendor da sua majestade jamais poderia cometer tais ofensas.

24 Se depositei no ouro a minha segurança, ou cheguei a pensar em relação ao ouro refinado: ‘Tu és a minha confiança e a minha esperança!’

25 Se me alegrei por ser muito rico, e por ter conquistado bens e riquezas;

26 se olhei para o sol, quando brilhava, ou para a lua, quando ela caminhava alta e esplendorosa,

27 e o meu coração foi enganado em segredo, e a minha mão mandou beijos de adoração;

28 da mesma forma esses seriam pecados merecedores de condenação e castigo, pois eu teria sido desleal para com Deus, que está nas mais elevadas alturas.

29 Se a desgraça do meu inimigo me fez sorrir ou me alegrou intimamente, ou ainda se as provações pelas quais passou me geraram algum prazer;

30 eu, que jamais permiti que minha boca pecasse, lançando maldição sobre ele;

31 se os que vivem em minha casa jamais tivessem declarado: ‘Quem nunca recebeu de Jó um naco de carne?’,

32 considerando que nenhum estrangeiro teve que passar a noite na rua, pois a minha porta sempre esteve aberta ao peregrino;

33 se escondi o meu erro, como fez Ish, Adão, encobrindo em minhas entranhas o meu próprio pecado,

34 com tanto medo da multidão e do desprezo dos familiares que me calei e não saí da porta de casa para fora.

35 Ah! Se alguém me desse ouvidos! Nesse momento assino a minha defesa. Que o Todo-Poderoso me responda; que qualquer que aponte os meus erros faça a sua denúncia por escrito.

36 Eu bem que a carregaria nos ombros e a ataria sobre minha cabeça como coroa!

37 Eu lhe prestaria conta de tudo quanto tenho feito; com a dignidade de um príncipe eu me apresentaria a Deus.

38 Se minha terra tiver qualquer reclamação da minha pessoa, e todos os seus sulcos se lamentarem,

39 se consumi os seus produtos sem nada dar em troca, se causei desânimo aos seus habitantes,

Bíblia King James Atualizada, 2001
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